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  • Paulo Ricardo Moreira

Como controlar o nervosismo na hora de falar em público

Você fica muito nervoso antes de uma apresentação em público? Passam mil pensamentos na sua mente achando que algo vai dar errado, que você vai esquecer de falar alguma coisa muito importante? Saiba como controlar esse nervosismo e se sair muito bem em seus discursos.


Oito de cada dez pessoas assumem que ficam nervosas ao falar diante de uma plateia e duas mentem. Existe sempre aquela preocupação com o que os outros vão pensar. Muitas ficam logo vermelhas, as pernas começam a tremer incontrolavelmente e as mãos chegam a pingar de tanto suor.


Esses sintomas são uma resposta do nosso cérebro deixando-nos preparados para fugir ou lutar. Isso acelera o ritmo da respiração, o batimento cardíaco, a circulação do sangue e a dilatação das pupilas. O grande problema é que além de causar desconforto ao orador, isso pode comprometer toda a credibilidade de sua apresentação. Mas, calma! É possível resolver isso.


É importante destacar que você não é a única pessoa a sentir isso. Todos os dias eu recebo de diversos alunos em nosso curso de oratória relatando os mesmos sintomas. Esse nervosismo quase que incontrolável, embora ruim, é mais comum do que você imagina!

Quer deseja falar bem em público, de fato, precisar saber que, embora as causas sejam muitas, as razões mais comuns para o aumento do nervosismo são:


  • Falta de conhecimento do assunto: Quando a gente não domina o que vai falar, inevitavelmente a pressão é maior. A insegurança de cometer alguma gafe, de falar o que não devia é constante em nossa mente.

  • O medo do julgamento: Embora você conheça o assunto, você se preocupa muito com a opinião dos outros e isso tira o seu foco da mensagem a ser transmitida. Você começa a pensar na reação das pessoas, nos olhares maldosos, nos comentários de “pé de ouvido” que podem surgir enquanto você se apresenta.


  • Discursar fora de sua zona de conforto: Isso é outra fonte frequente do nervosismo. Não raramente recebo relatos de professores que dizem: “Olha Paulo, na minha sala de aula, com os meus alunos eu dou um show, não tenho medo. Mas, basta eu receber um convite para discursar em congresso na capital, que me falta o chão, não durmo direito e a ansiedade vai a mil”.


  • Falta de prática: Exatamente! Mesmo que você não sofra de nenhum dos males anteriores, se você não pratica, não tem jeito, você sempre vai ficar muito nervoso e colocar em risco todo o brilhantismo de sua apresentação.


Agora, como resolver? A boa notícia é que tem como vencer esse nervosismo e fazer apresentações incríveis. Mas, antes é preciso entender que um pouco de nervosismo é perfeitamente normal, um frio na barriga faz até bem, porque dá o gostinho da emoção do discurso.


Certa vez assisti a uma reportagem em que um jogador muito famoso e experiente revelou que estava ansioso para a copa do mundo de futebol e que sentia certo frio na barriga sempre que pesava no assunto. Ele certamente jogava bola profissionalmente há mais de 15 anos e ainda assim, sentia um certo nervosismo. Da mesma forma é na oratória, com as técnicas corretas esse medo será controlado, ele deixará de ser o seu vilão para ser o seu bichinho de estimação. Porém, não queira perdê-lo totalmente, ou o seu discurso será frio e sem emoção.

Portanto, vamos aos passos para contornar esse perrengue e não sofrer microinfartos em suas apresentações.


  • Conheça o assunto: Essa é a base da oratória. Seja bom no que faz; pesquise muito sobre sua área; faça cursos, participe de congressos. Esse é, sem dúvidas, o primeiro grande passo para diminuir o nervosismo. Faça isso, e você já terá avançado metade do caminho.

  • Foque no melhor: Não foque no problema, não se prenda no que as pessoas podem pensar. Foque na solução! Perceba o privilégio que é falar em público e transmitir sua mensagem. Imagine quantas vidas serão transformadas por meio de suas palavras, de sua história; mentalize o que você quer e não o que você não quer. “Eu vou dar um show”, “Eu me preparei pra isso”, “Esse é o meu momento”, “Essas pessoas precisam ouvir a minha mensagem”. A partir daí, o seu cérebro começa a liberar hormônios que te dão a sensação de prazer: dopamina, serotonina, endorfina...e claro, seu corpo vai reagir muito melhor.

  • Saia da zona de conforto: Isso é vital para quem deseja se tornar um grande orador. Ao receber o convite para um congresso, para uma entrevista na TV para falar sobre um assunto que você gosta e domina, aceite. Assim você vai ampliar o seu repertório e na segunda vez, pode ter certeza, você vai se sentir muito melhor, e na terceira mais ainda. É preciso ter esse ciclo positivo em mente. Só se perde o medo se expondo ao medo e só se controla o nervosismo encarando-o de frente.

  • Pratique: É preciso muito mais do que pesquisar sobre o assunto. A pratica é vital para uma boa oratória. Lembra da professora que dá um show na sala de aula? Mas, quantas aulas foram preciso ela ministrar até ficar fera? E o jogador? Quantos confrontos ele enfrentou até tornar-se habilidoso no que faz? Assim é a oratória. Gosto muito do pensamento de Aristóteles quando ele diz: “Somos o que fazemos repetidamente. A excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito”. Pense nisso.


Seguindo esses passos, certamente você vai controlar esse nervosismo que te paralisa e te faz perder inúmeras oportunidades. Comece a praticar a partir de hoje e sem dúvidas, você se tornará um grande orador e fará apresentações memoráveis.


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